TRADUTOR

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A PERDA DE UM FILHO - INTRODUÇÃO



Depois de muito relutar, porém ao participar da festa dos adolescentes, Mensageiros da Fé, neste final de semana (27 a 39/09/2013), e ao ouvir as mensagens e testemunhos do pastor Dorival, entendi que nossas dores, dificuldades e perdas são e serão ferramentas de Deus para ajudarmos nossos irmãos que sofrem.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação,
que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações.
Pois assim como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação.
Se somos atribulados, é para consolação e salvação de vocês; se somos consolados, é para consolação de vocês, a qual lhes dá paciência para suportarem os mesmos sofrimentos que nós estamos padecendo.” 2 Coríntios 1:3-6 (NVI)
“Louvado seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai bondoso, o Deus de quem todos recebem ajuda! 
Ele nos auxilia em todas as nossas aflições para podermos ajudar os que têm as mesmas aflições que nós temos. E nós damos aos outros a mesma ajuda que recebemos de Deus. 
Porque, assim como tomamos parte nos muitos sofrimentos de Cristo, assim também, por meio dele, participamos da sua grande ajuda. 
Se sofremos, é para que vocês recebam ajuda e salvação. Se somos ajudados, então vocês também são e recebem forças para suportar com paciência os mesmos sofrimentos que nós suportamos.”   –  II Cor. 1:3-6 (NTLH).

Então, quero compartilhar com todos, a maior perda que minha família sofreu, que foi a morte prematura de minha filha, Kezya da Silva Souza, no dia 03/03/2010, no auge de seus 19 anos.
Era uma garota muito alegre, cheia de vida, sonhos e expectativas.
Nos dias de sua partida para a eternidade, aqui, era acadêmica  de arquitetura da UNIC no período da manha, estagiara na UFMT no período da tarde e seria seu ultimo período de Secretariado no CEFET (se formaria no final do ano).
Na área cristã, era uma excelente cantora, com uma doce e meiga voz, e muito corajosa, pois era a minha companheira nas campanhas e pregações.

Vou escrever em forma de testemunho para que seja claro o entendimento de tudo que pretendo lhes repassar para o consolo e recuperação emocional.
Esclareço, que a frase, “superar a morte de um filho”, é pura utopia, pois superar significa:
1. Ser superior a ou melhor do que. = EXCEDER
2. Passar mais além do que. = GALGAR, SUBJUGAR, ULTRAPASSAR
3. Obter uma vitória relativamente a. = VENCER

 E ninguém, ninguém mesmo que tenha sido ou é pai vai querer esquecer e apagar da memória e existência de um filho que tanto amou e ainda ama.
Não existe a superação.
O que acontece, é que nós acabamos nos acostumando com a dor e a ausência do filho falecido.
Sendo cristãos, temos alguém maior, que se chama Jesus Cristo, que nos fortalece, consola  e nos trás constantemente a memória e certeza e de ressurreição e vida eterna.
Sabemos que um dia, estaremos todos juntos, pois para o Cristão, a morte é apenas uma separação temporária.
Como disse alguém: Quando você deixa seu filho na escola, você na diz adeus, você diz, até logo.

Vou dividir o testemunho em partes, para não ser cansativo e cada dia compartilharei uma parte.

Cuiabá-MT, 30 de setembro de 2013

Pr. Elias Souza